sábado, 4 de outubro de 2014

G 470 10x4*6

Scania vende 28 caminhões 10x4 para mineradora
Modelos possuem motor de 13 litros e são capazes de carregar até 150 toneladas

A Scania negociou 28 caminhões 10x4*6 . Os modelos G 470 serão utilizados em operações na mina de Viga, em Congonhas, no estado de Minas Gerais. Antes de comprar os caminhões da Scania, a Ferrous fez dezenas de testes para escolher o veículo que carregaria mais material em um menor número de viagens e os modelos G 470 foram aprovados. Para representantes da Scania, a venda foi estratégica já que a empresa mineradora fez uma comparação entre caminhões até decidir pelo mais adequado às suas necessidades.  

Os modelos G 470 10x4*6 foram montados com caçamba Rossetti de 22,5 metros cúbicos de capacidade e agüentam carga de até 150 toneladas. Outras características do modelo incluem motor de 13 litros que oferece 470 cv de potência e desenvolve torque de 245 kgfm. De acordo com a Ferrous Resources, 20 dos caminhões irão atuar diretamente na mina de Viga e oito no atendimento interno de produtos. Cada veículo percorrerá cerca de 150 km por dia.


http://motordream.uol.com.br/noticias/ver/2013/05/02/scania-vende-28-caminhoes-10x4-para-mineradora

Mercedes-Benz Accelo 715C

 
Para quem está na direção, o Mercedes-Benz Accelo 715C é mais parecido com um automóvel de passeio do que com um caminhão. As razões mais evidentes para esta impressão estão no painel de instrumentos, no diâmetro do volante de direção, acabamento e uma série de outros itens – incluindo a dirigibilidade – que o tornam um veículo agradável de dirigir, o que, consequentemente, facilita a vida do motorista.

Lançado em meados do ano passado, o Mercedes-Benz Accelo é resultado de um trabalho da DaimlerChrysler brasileira em parceria com a matriz na Alemanha para lançar o caminhão leve mais moderno do mercado brasileiro. Um dos pontos marcantes do veículo é a sua semelhança a um carro de passeio, tanto na dirigibilidade quanto na ergonomia.

O painel de instrumentos, por exemplo, tem um display digital com horímetro, hodômetro parcial, temperatura de água, marcador de combustível, etc. O carreteiro tem também informações sobre o desgaste das pastilhas de freio, da embreagem, nível mínimo do fluído de freio, do sistema de arrefecimento, do óleo do motor, saturação do filtro de ar e outras indicações como do funcionamento do alternador, do uso do cinto de segurança e basculamento da cabine.

E para completar a sensação, as trocas de marchas e o sistema de freio hidrovácuo tornam a condução mais agradável, passando a impressão de não se tratar de um veículo de trabalho, embora ocupe mais espaço nas ruas, tanto em largura quanto em altura. Com capacidade para 4.360kg de carga líquida e PBT de 7.000kg, o veículo oferece bastante conforto ao motorista e ajudante em operação no trânsito urbano.

O motor eletrônico de cinco cilindros e 156cv de potência a 3.800rpm responde bem em qualquer condição de relevo das ruas e avenidas. O modelo cedido pela DaimlerChrysler à Revista O Carreteiro estava equipado com baú de 5,50 metros (entreeixos de 3,70 metros) e carga de sacos de areia. Sem nenhum exagero, sobra motor, o que torna o veículo muito rápido no trânsito e suas respostas - mais o sistema de freio a disco nas quatro rodas - fazem diferença na condução do veículo.

Os vidros com levantamento elétrico e direção com regulagem são itens de série no Accelo 715C. Como opcionais oferece espelho meio-fio, trava elétrica das portas, controle elétrico dos espelhos retrovisores e alarme antifurto. A cabina tem boa visibilidade e oferece três lugares, todos com encostos individuais e apoio de cabeça com regulagem e cintos de segurança de três pontos.

O banco do meio pode ser rebatido para frente para se transformar em uma mesa. Atualmente, as empresas de distribuição valorizam este tipo de solução na cabine dos caminhões porque é possível o motorista acomodar objetos de trabalho como um laptop, equipamento para emissão de pedidos, teclado ou até mesmo uma prancheta e outros materiais de trabalho.

O modelo oferece duas opções de entreeixos, de 3.700 e 3.100 milímetros com capacidades de cargas úteis (incluindo o implemento) de 4.360 e 4.380, respectivamente e pode receber carroçarias e implementos para vários tipos de aplicação.

Motor
Modelo
Mercedes-Benz OM 612 LA-elétrico-turbocooler
Tipo
05 cilindros em linha
Cilindrada total
2.687 cm³
Potência máxima
156cv a 3.800rpm
Diâmetro/curso so pistão
88,0mm / 88,4mmm

Unidade Injetora
Modelo
CDI Bosch, individuais com controle eletrônico
Sistema de injeção
Common Rall
Pressão de injeção máxima
1.350 bar

Embreagem
Modelo
Luk 260
Tipo
Monodisco, seco em amortecimento c/ volante de dupla massa
Pressão de injeção máxima
1.350 bar
Acionamento
Hidráulico

Caixa de Mudança
Modelo
MB G 33-5
Marchas sincronizadas
5
Relação de transmisão
i=5,053/ 2,601/ 1,521/ 1,000/ 0,784/ ré 4,756

Direção
Modelo
MB LS 2 BK
Tipo
Hidráulica

Eixo Dianteiro
Tipo
MB VL3/ 7D-5

Suspensão Dianteira e Traseira
Tipo
Molas parabólicas
Amortecedores
Telescópico de dupla ação
Barra estabilizadora
Sim

Pneus
Aros das rodas
6,00 x 17,5
Pneumáticos
205/ 75 R 17,5
Opcional
215/ 75 R 1,75
http://www.revistaocarreteiro.com.br/modules/revista.php?recid=45&edid=6

Scania P310

 
Com potência máxima de 310cv gerados por um motor eletrônico de 9 litros e cinco cilindros, o cavalo-mecânico Scania P310 - lançado em outubro passado – chegou ao mercado para entrar na briga dos 43 toneladas de PBTC e também “fazer uma blindagem nos clientes da marca”, muitos dos quais poderiam migrar para outras marcas que passaram a oferecer produtos com preço e potência menores para fazer o mesmo trabalho dos modelos a partir de 380cv.

O total de 52 unidades do P 310 vendidas entre o lançamento e o final de 2004 atendeu as previsões da empresa, que há alguns anos já tinha demonstrado interesse no mercado de 9 litros, embora na ocasião a aplicação como cavalo-mecânico para mais de 40 toneladas não fosse uma das metas da montadora. Porém, o fato de na época o motor ser mecânico e importado atrapalhou os planos da Scania. Agora o propulsor eletrônico é produzido em São Bernardo do Campo (no ABC paulista) e distribuído também para fábricas do grupo instaladas em várias partes do mundo.

Para mostrar que seu novo caminhão tem muito a oferecer aos transportadores de curtas e médias distâncias, a Scania cedeu à equipe da Revista O Carreteiro uma unidade atrelada a um semi-reboque de três eixos carregado com 27 toneladas de pedra para avaliação. No primeiro contato com o P 310, o carreteiro percebe logo que terá de se acostumar com o veículo, porque o motor surpreende.

As retomadas e o alto torque em baixa rotação, por exemplo, deixam uma boa impressão ao motorista logo nos primeiros quilômetros rodados. O motor do P 310 tem cilindros com o mesmo diâmetro dos motores de 11 e 12 litros Scania, dos quais ele se deriva. A diferença é o curso do pistão e os dois eixos balanceadores que fazem o papel do sexto cilindro. No mais, trata-se de um motor que já atende as normas Conama P5 (Euro III) em níveis de ruídos e emissões.

Em velocidade média de 60 km/hora, o motor gira a 1000 rpm e a caixa de câmbio engrenada na oitava marcha leva o veículo em boa velocidade de cruzeiro, com engates suaves. São oito velocidades para frente mais uma crawler. As primeiras quatro marchas são curtas devido a faixa de torque ser baixa (item que ajuda a economizar combustível.) e a faixa verde do painel de instrumentos se posiciona entre 1.000 e 1.500 rpm. Em velocidade de 80km/hora (1.400rpm) o motorista usa apenas ¼ do curso do acelerador.

Em velocidade média de 60 km/hora, o motor gira a 1000 rpm e a caixa de câmbio engrenada na oitava marcha leva o veículo em boa velocidade de cruzeiro, com engates suaves. São oito velocidades para frente mais uma crawler. As primeiras quatro marchas são curtas devido a faixa de torque ser baixa (item que ajuda a economizar combustível.) e a faixa verde do painel de instrumentos se posiciona entre 1.000 e 1.500 rpm. Em velocidade de 80km/hora (1.400rpm) o motorista usa apenas ¼ do curso do acelerador.

A marcha lenta gira na faixa de 550 a 600 rpm, como todos os demais modelos da marca com motores maiores. Assim também como em todos os modelos eletrônicos da marca, o acelerador manual - posicionado na chave de seta - serve também para manter o veículo na velocidade constante. Nos aclives, se o motorista estiver com o pé atolado no acelerador, o motor eletrônico emite um aviso sonoro para ele aliviar, mais isso não significa que o veículo vai reduzir a velocidade, porque o motor sustenta a velocidade dentro da mesma faixa de torque. Se, por acaso, o pé estiver apoiado sobre o pedal da embreagem o carreteiro é avisado também e da mesma forma o propulsor avisa com sinal sonoro se houver excesso de rotação.

O P 310 é um caminhão para trechos entre 300 e 500 quilômetros, por isso é equipado com a cabine que a Scania chama de cabine dia. É pequena e apropriada para viagens curtas, apesar de que a versão leito está prevista para chegar às concessionárias este ano. Apesar do tamanho, é assentada sobre bolsas de ar e com bancos bem dimensionados. Estes itens a tornam uma cabine confortável e também silenciosa, em razão da boa vedação e do baixo índice de ruídos do motor.

Na ocasião do lançamento do veículo, o diretor geral da unidade de vendas e serviços Scania Brasil, Christopher Podgorski, disse que o P 310 não pode ser comparado aos atuais modelos existentes do mercado (leia-se da Volkswagen e da Ford) e que os preços dos concorrentes vão subir em função da exigência tecnológica. Porém, deixa claro que a Scania não irá criar uma divisão de vendas para o P 310, porque ele está destinado ao cliente que conhece o produto Scania. Porém, a rede está preparada para dar atendimento ao veículo.

A previsão é que durante este ano 11% dos motores 9 litros produzidos sejam exportados. Outros modelos fabricados no Brasil que utilizam o mesmo propulsor são o P230 e P270. Neste início de ano está previsto para equipar também ônibus. O preço sugerido do cavalo-mecânico P 310 em janeiro era de R$ 200 mil e a previsão da montadora é que o modelo represente 8% das vendas da marca (cerca de 400 unidades/ano) , em 2005.

(R124 GA 4X2)

 
Desde o inicio de abril, as concessionárias da marca Scania começaram a receber os novos cavalos-mecânicos de 400cv de potência com uma pequena placa afixada na parte de baixo da lateral esquerda da cabina, com a seguinte inscrição estilizada: “EVolução”. Na realidade trata-se de um novo produto (ou pelo menos parte dele é nova), mas a montadora preferiu não fazer alarde a respeito do lançamento, o qual traz como novidade principal o motor totalmente eletrônico. Até então, o modelo comercializado era equipado com propulsor da mesma faixa de potência, com bomba injetora mecânica com gerenciamento eletrônico.

Entre os cavalos-mecânicos da linha Scania, o modelo com motor de 400cv (da série G, destinada ao transporte de cargas gerais em longas distâncias) representa 70% das vendas da marca. Trata-se, portanto de um campeão de vendas da marca e nada mais lógico do que “evoluir” tecnicamente, já que se situa numa faixa logo abaixo do modelo de 420cv totalmente eletrônico. Além disso, precisava atender os clientes desta faixa de potência que querem os benefícios da eletrônica. Isso sem contar que os produtos dos concorrentes já são eletrônicos há tempo.


Para justificar a denominação “EVolução”, o veículo incorpora modificações sugeridas e pedidas por clientes da marca. E com isso, a motorização eletrônica trouxe de carona um novo turbo e um filtro de combustível com maior capacidade de reter impurezas do combustível, já que se trata de um veículo que circula por várias regiões e, consequentemente, sofre as penas das diferenças do diesel.

Outra mudança foi a montagem do servo da embreagem fora do conjunto, uma providência que facilita e reduz o tempo das operações de reparo, que deve consumir pouco mais de uma hora de trabalho. Os eixos traseiros também foram substituídos por outros com 90 quilos mais leves, três centímetros mais distantes do solo, e equipados com filtros que prolongaram – diz a Scania – as trocas de óleo em até 60%, no caso de aplicação rodoviária. A linha EVolução oferece opção para tanques de alumínio com capacidade de 500 litros cada um (o de série é em plástico e recebe até 400 litros de diesel cada um).

Antes do caminhão começar a ser comercializado nas revendas, a montadora cedeu para a Revista O Carreteiro uma unidade 6x4 atrelada a um bitrem graneleiro carregado de soja. Logo de início um aviso: o veículo não estava equipado com retarder (sistema auxiliar de freio), mas logo o freio motor mostrou sua utilidade, com maior eficiência a 2000rpm para segurar uma composição com quase 20 metros de comprimento e 56.700 quilos de PBTC (peso conferido na balança móvel da rodovia Índio Tibiriçá - SP-77), embora o equipamento não deveria ser dispensado em uma composição de tal porte, assim como a tração 6x4.

O PBTC da composição exigiu uma tocada paciente para embalar o veículo aos poucos, conforme ganhava aceleração. O torque do motor eletrônico de 400cv merece elogios. Denominada DC 1202, a máquina apresenta um alto torque (2.000Nm a 1.100 rotações por minuto) o que reduz o número de trocas de marchas, porque se consegue sustentar cada marcha por mais tempo. Os técnicos da Scania confirmam que é o maior torque do mercado na sua faixa potência.

Embora não seja equipado com suspensão a ar (item não disponível à classe G), o veículo oferece conforto para o motorista e acompanhante. É um carro silencioso e confortável, e a cabina - disponível nas versões R e T (sem e com capô, respectivamente) - também já conhecida dos profissionais da estrada, tem espaço suficiente para acomodar motorista e acompanhante. É silenciosa, elimina bem os ruídos externos, inclusive o do motor, e muito agradável quando se viaja com os vidros das janelas (com levantadores elétricos) fechados. Melhor ainda se acionar o aparelho de ar-condicionado. A novidade neste item é o sistema de basculamento que tornou a operação mais rápida.

O painel de instrumentos – o mesmo dos outros modelos da série 4 - é completo, tem boa inclinação e é bem iluminado. O banco do motorista é assentado sobre uma bolsa de ar e o volante de direção ajustável é opcional, assim como os vidros com levantamento elétrico, trava elétrica e farol de milha. O leito tem dimensões para acomodar motorista de qualquer porte físico. As modificações não alteraram o preço do veículo e a versão básica do cavalo-mecânico modelo (R124 GA 4X2) tem preço sugerido pela fábrica de R$ 281 mil reais.
http://www.revistaocarreteiro.com.br/modules/revista.php?recid=63&edid=8

Iveco Stralis HD 450S38T

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A versão sul-americana do Iveco Stralis HD 450S38T - primeiro cavalo-mecânico eletrônico da marca italiana a ser comercializado no Brasil - tem todos os requisitos que o transportador procura em um modelo extrapesado, inclusive na aparência imponente. Produzido na Argentina desde meados do ano passado, sua montagem em Minas Gerais está prevista para ter início este ano e isso lhe dará mais fôlego no mercado nacional, uma vez que após atingir 60% de índice de nacionalização poderá ser adquirido pelo Finame.
A cabine robusta, facilmente notada, chama atenção sobre o veículo. Esta aparência se traduz em um amplo espaço interno para o motorista e seu ajudante. A distância superior aos dois metros de altura entre o piso e o teto passam a impressão de boas-vindas e deixa o motorista à vontade, ao mesmo tempo que o desafia a virar a chave do contato, engrenar a caixa e colocar o cargueiro em movimento.
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Equipe da Revista O Carreteiro rodou com um Stralis atrelado a um semi-reboque de três eixos - carregado no peso de balança – pela Rodovia Fernão Dias e ficou com uma ótima reputação sobre o veículo. Uma das conclusões é que se trata de um forte concorrente no segmento de extrapesados, principalmente depois de ter sua produção na fábrica de Sete Lagoas/MG iniciada.
O conforto tanto para o carreteiro quanto para o ajudante se manifestam logo após o veículo começar a trafegar pela rodovia. O motor Cursor 13, um engenho eletrônico de 12.8 cm3, é silencioso, forte e faz a carreta deslizar sobre a pista. A faixa de giro boa é de 1000 a 1400 rpm e passa a impressão de que a máquina faz pouco esforço para arrastar o conjunto, até mesmo nos trechos de aclives, onde as respostas são satisfatórias quando o engenho é exigido. A conclusão é simples e conhecida: desempenho e reserva de potência dão mais segurança ao carreteiro durante a condução.
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É um “carro trepador”, como dizem muitos estradeiros quando se referem ao desempenho de um caminhão. No caso do Iveco Stralis pode se acrescer, sem nenhum exagero, a condução agradável e segura, à qual inclui o sistema de engate denominado servoshift, que possibilita trocas de marchas leves, assim como o pedal da embreagem, o qual não exige nenhum esforço por parte do motorista para acioná-lo. O freio-motor de descompressão atinge potência de 347cv a 2400 rpm e passa tranqüilidade aos ocupantes. O equipamento entra em ação acima de 1.200rpm e durante a sua atuação a injeção de combustível é cortada automaticamente pela Unidade Central Eletrônica (ECU). O sistema opera constantemente e oferece opção de trabalhar também conjugado.
Outro item que merece destaque, e que também se tornou item quase obrigatório nos caminhões pesadões modernos, é o formato anatômico dos bancos, o qual mantém os ocupantes do veículo acomodados de maneira confortável. No caso do Stralis cedido pela Iveco à Revista, o revestimento em tecido vermelho, assim como o do colchão e painéis de porta na mesma cor, deram um ar moderno, equilibrado e agradável ao interior da cabine. O sistema de suspensão da cabine - apoiada sobre quatro bolsas de borracha - inclui mancais de borracha (como em toda a linha Iveco a partir de 3,5 toneladas) e também contribui para tornar o veículo mais confortável enquanto trafega.
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Uma observação é em relação ao cinto de segurança do motorista. Por ser ancorado num ponto muito alto na coluna, e sem regulagem de altura, o dispositivo se torna um incômodo para o motorista ao passar muito próximo do seu pescoço. Se o carreteiro tiver baixa estatura é provável que o incômodo seja maior. Porém, um detalhe como este, aparentemente de fácil solução, não tira o mérito de um extrapesado equipado de série com levantador elétrico de vidros, piloto automático e outros itens de grande importância para um veículo estradeiro.
Outras duas observações se referem ao raio do volante, o qual poderia ser um pouco menor sem nenhum prejuízo à visibilidade do painel de instrumentos, ou mesmo à condução do veículo, que conta com um eficiente sistema de direção hidráulica. As chaves de seta, farol alto e lampejo estão posicionadas ao lado esquerdo da coluna de direção, logo abaixo do volante e, às vezes, o motorista – não acostumado a dirigir o veículo - aciona a buzina sem querer ao tocar com a mão na ponta da chave de seta, onde se situa o botão da buzina. O motivo é porque estão praticamente no mesmo espaço, muito próximas uma da outra.
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O Iveco Stralis incorpora itens de série que valorizam os profissionais da estrada, tais como o climatizador com controle remoto, persiana na janela do motorista, cortinas, descansa-braço (também para o ajudante) e luzes de leitura, além do rádio AM/FM (com CD player) e volante de direção com regulagem de distância. O painel de instrumentos é conhecido pelos motoristas, pois a Iveco argentina optou por usar o mesmo do modelo EuroTech, com alguns itens a mais por ser o Stralis um veículo com motor eletrônico.
Fora da cabine, além de um conjunto ótico que lhe confere um ar de modernidade, a aparência do Stralis é reforçada pelo pára-choque pintado na mesma cor da cabine, além de defletores que direcionam o fluxo de ar para o interior da boléia, que já vem com alto-falante fios para a instalação de som. Uma escada conjugada com o duto do filtro de ar, na parte de trás da cabine, leva até o reservatório de água do climatizador. Na parte frontal, uma tela de ar sob a grade do motor é uma eficiente proteção da colmeia do radiador contra a fixação de insetos apanhados com o veículo em movimento. Outro detalhes do veículo são os pára-lamas traseiros divididos em três partes e equipados com anti-spray. O preço divulgado pela Iveco para o cavalo-mecânico é R$ 267.500,00.

Legendas:

Iveco Stralis HD será produzido em Minas Gerais

Cabine do Stralis robusta chama atenção por onde o veículo passa

Climatizador, de linha, tem controle remoto

Tela incorporada à grade do motor protege radiador

Motor Cursor eletrônico tem potência adequada à capacidade do veículo

Revestimento em tecido vermelho fazem parte dos detalhes do interior da cabine

Volante de direção, com regulagem, permite boa visibilidade do painel de instrumento
http://www.revistaocarreteiro.com.br/modules/revista.php?recid=95&edid=12

VW 23.250 E

 
O VW 23.250 E, o modelo eletrônico da Volkswagen para concorrer no segmento de semipesados, chama atenção pelo motor Cummins Interact 6.0 (seis cilindros em linha e 5,9 litros), com 250cv de potência. Trata-se de um propulsor eficiente e com desempenho de sobra para um veículo com 23 toneladas de PBT, cuja configuração ainda é responsável por grande volume de caminhões que cobrem trechos considerados de longas distâncias, embora sejam mais adequados para operar em percursos menores.

Após rodar com uma unidade cedida pela Volkswagen Caminhões e Ônibus, sem utilizar nenhum equipamento de medição, a equipe da Revista O Carreteiro constatou que o ponto forte do VW 23.250 E 6X2 é o seu trem de força, formado também pela caixa de câmbio Eaton de seis marchas sincronizadas e eixos Méritor. A boa relação peso/potência resulta num veículo rápido na estrada, e mesmo carregado possibilita ao carreteiro manter velocidade de cruzeiro alto, o que o torna também um veículo atrativo para o transporte de cargas rápidas.

Equipado com terceiro eixo de fábrica, trata-se, portanto, de um 6X2 de linha, com suspensor pneumático acionado por um botão no painel de instrumentos. A exceção para o modelo é a versão média 4X2, a qual é produzida somente mediante solicitação, o que a Volkswagen Caminhões e Ônibus classifica como Taylor Made, ou seja, o caminhão é montado conforme o pedido do cliente.

O motor eletrônico do VW 23.250 oferece a melhor faixa de trabalho entre 1500 e 2000 rpm, é silencioso e proporciona retomadas de velocidade rápida. Além disso, o veículo estava equipado com um sistema eletrônico denominado Volks Log (ainda em teste) que oferece vários parâmetros para o motorista ou o dono da frota e todas as funções do painel de instrumentos, giro do motor além de funções como o consumo de diesel por quilômetro rodado, temperatura, voltagem e muitos outros itens em um display afixado na parte superior do painel.

Sensores podem indicar até quantas vezes a porta foi aberta e fechada durante um período e também se o carreteiro dirigiu com o pé sobre o pedal de embreagem, entre outras indicações, que poderiam ser classificadas pelo motorista como "dedo-duro". Como em outros caminhões eletrônicos, quando se liga a chave de partida o sistema faz, em alguns segundos, uma checagem geral, a qual funciona como um item de segurança do motor. No painel de instrumentos, uma luz acusa caso haja alguma obstrução no filtro que separa a água do diesel. Outro benefício do veículo é o piloto automático acionado através de botão no painel de instrumentos.

O grande atrativo VW 23.250 é a eficiência do seu trem de força formado por um motor eletrônico de última geração, acoplado a uma caixa de câmbio e eixos de eficiência comprovada pelo mercado. E como se sabe, a eletrônica embarcada trouxe facilidades tanto para o carreteiro quanto para o frotista, que, por sua vez, pode ter acesso a informações pré-definidas do caminhão e do modo de operação.

Apesar de não contar com regulagem da coluna de direção, o banco do motorista permite um bom posicionamento. Com engates de marchas muito suaves, o desempenho e o baixo nível de ruído do motor tornam o VW 23.250 E um veículo agradável de dirigir, mesmo com limitado espaço da cabine. Aliás, trata-se de uma boléia conhecida de longa data no mercado, embora a engenharia da VCO tenha feito um bom trabalho para mantê-la atualizada, inclusive lançando mão a recursos simples como a tonalidade das cores internas, no caso, o azul e o cinza, que dão um ar suave e agradável ao ambiente de trabalho do motorista.

O veículo não oferece vidros ou espelhos com acionamento elétrico e disponibiliza aparelho de ar condicionado de fábrica como item opcional, mas é uma ferramenta de trabalho com boa dose de tecnologia e eficiência que tem conquistado transportadores.

R 420 6X2 EV

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Um caminhão empurrado por um motor eletrônico com 420cv de potência e equipado com caixa de câmbio automatizada chega a se contrapor com a realidade das estradas do País, onde a maior parte da frota precisa ser substituída por veículos mais modernos, eficiente e menos poluentes. Para os autônomos faltam recursos para atualização, enquanto os empresários do transporte rodoviário de cargas não vêem ainda como prioridade investir, por exemplo, em um sistema de troca de marchas automatizada, como o Opticruise oferecido pela Scania, equipamento utilizado pelo modelo R 420 6X2 EV,
O caminhão surpreende pelas suas características, seja em relação à potência do motor ou pelo espaço da cabine. É confortável na estrada e mesmo os longos percursos não cansam o motorista, que conta com piloto automático, ar-condicionado, vidros com levantadores elétricos, som interno e um ambiente silencioso. Como item de série o veículo incorpora ajustes no volante de direção e banco do motorista com suspensão a ar, além de um pacote de opcionais que inclui, levantador elétrico dos vidros, travamento central das portas, ar-condicionado, espelhos com desembaçador, rádio com CD player e freio auxiliar retarder, entre outros itens.


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Sistema de monitoramento IRIS interage com o motorista passando vários tipos de informação através de mensagens em display
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Interruptor permite que o motorista escolha programa de condução e ajuste as mudanças de marchas em rotações mais altas do motor

Outro dispositivo agregado ao veículo é o IRIS (Inteligência e Rastreamento Integrado por Satélite) um sistema de monitoramento e rastreamento de veículos desenvolvido pela Scania no Brasil. Além de combinar a tecnologia GSM/GPRS dos telefones celulares à tecnologia de comunicação digital via satélite, o IRIS interage na dirigibilidade e avisa ao motorista, com alertas sonoros, quando há violação de algum dos parâmetros preestabelecidos.

A mensagem enviada pelo equipamento – sempre acompanhada de um sinal sonoro - aparece no display, como por exemplo “EXCESSO DE TURBO”, situação em que o IRIS acusa excesso de rotação porque mesmo que o caminhão esteja na marcha certa, o motorista está pisando mais no acelerador do que o necessário e, como conseqüência, gasta mais combustível. Por isso, o sistema pede para ele aliviar o pé. O sistema permite, ainda, que o caminhão seja acompanhado de uma central, de onde é possível se ter dados sobre paradas, giro do motor, trocar informações e outras 18 funções. As mensagens, todas codificadas, são enviadas por blocos em períodos pré-determinados.

Atrelado a um semi-reboque bitrem carregado com ferro gusa no peso de balança, o conjunto deslizava pela estrada e o torque de 2000 Nm na faixa de 1100 a 1300rpm mantinha o desempenho do caminhão nos trechos de aclives ou mesmo nas retomadas de velocidade. A unidade cedida pela Scania era equipada ainda com o Opticruise, um sistema que utiliza uma plataforma eletrônica para que uma caixa de câmbio mecânica passe a fazer as trocas automaticamente, sem intervenção do motorista.

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Módulo eletrônico acoplado à caixa de câmbio faz as trocas automaticamente sem intervenção do carreteiro

Acoplado a uma caixa GRS900 R de 14 marchas, sendo duas crawler (o R indica que o veículo tem o sistema de freio auxiliar retarder), o Opticruise faz as trocas de marchas através de dois pistões – um longitudinal e outro transversal - para fazer o movimento do “H” que seria executado pelo braço do motorista. O sistema incorpora também pedal de embreagem, usado para manobras, e foi adotado após pesquisa da Scania realizada com motoristas na Europa.

Na prática, o Opticruise funciona como uma caixa de câmbio automática, porém, por ser uma caixa mecânica, o sistema mantém a rotação do motor na faixa econômica e dispensa aquela parte hidráulica utilizada pelas caixas automáticas, a que dissipa muita energia e acaba aumentando o consumo de combustível. O sistema automatizado aumenta o conforto do carreteiro, porque faz o trabalho de trocas conforme o relevo e por isso ele pode pular uma marcha que interpreta não ser necessária para a situação.

Em percursos urbanos a opção manual se sobressai, porque desta maneira o motorista fica com o caminhão “mais à mão” e pode fazer as mudanças de marchas em rotações mais baixas, numa condução econômica. Isso porque no sistema automático as marchas mais pesadas (da 1ª à 4ª) são trocadas na faixa entre 1800 e 1900 rpm, enquanto manualmente podem ser entre 1300 e 1400 rpm.

Como na condição de “anda e pára” em centros urbanos ocorrem muitas trocas de marchas é mais econômico o motorista fazer este trabalho. Além disso, as mudanças no modo manual exigem apenas um leve toque ao lado da alavanca de marchas, sem necessidade de pisar no pedal da embreagem.

Com um caminhão equipado com motor eletrônico, freio ABS e sistema de rastreamento que ajuda o motorista a dirigir, resta dizer que entre os itens que sobraram para o carreteiro se destacam a buzina e a chave de seta e, no caso do Opticruise, o pedal de embreagem, que é mais usado nas operações de manobra da carreta.
http://www.revistaocarreteiro.com.br/modules/revista.php?recid=220&edid=20